Taxa de rede (network fee)
A taxa de rede é o custo cobrado pela rede que transporta o pagamento, e não pelo casino: numa transação em criptomoeda, é o valor pago aos mineradores ou validadores para que a operação entre num bloco. O preço depende do espaço que a transação ocupa e da procura no momento, nunca do montante levantado. Os operadores licenciados pelo SRIJ não trabalham com criptomoedas, pelo que o jogador em Portugal encontra o termo sobretudo nas caixas de sites licenciados noutra jurisdição.

Como a taxa de rede é calculada
No Bitcoin a fórmula é pública: a taxa total em satoshis é o tamanho da transação em bytes virtuais multiplicado pelo preço oferecido em sat/vB. O montante enviado não entra nessa conta.
Um levantamento de 20 € e outro de 2.000 € custam praticamente o mesmo, desde que ocupem o mesmo espaço no bloco.
Redes com gas
No Ethereum o mesmo custo chama-se gas e mede o trabalho exigido aos validadores, pelo que uma transferência simples fica muito abaixo de um contrato inteligente. Tron, Solana e a Lightning Network costumam ficar em frações de euro.
Onde o jogador encontra o custo
O valor aparece no pedido de levantamento, descontado ao montante que sai da carteira do casino, ou é pago por você quando o depósito parte de uma carteira própria.
Nos sites licenciados pelo SRIJ o assunto muda de natureza, porque a caixa não tem cripto. A Betano e a Solverde declaram zero euros no depósito e no levantamento. O custo, quando existe, vive no tarifário do prestador de pagamento: 1,75 % com um mínimo de 3,50 € num levantamento do Skrill para o banco.
Nenhuma dessas comissões é taxa de rede.
Taxa de rede e taxa da plataforma
A confusão mais frequente é com a taxa da plataforma. A taxa de rede vai para quem valida a blockchain e é inevitável; a taxa da plataforma é uma decisão comercial do operador, que pode descontá-la do saldo ou assumi-la. A prática varia entre operadores: uns repassam apenas o custo da rede, outros acrescentam comissão própria e há termos que nada dizem.
Chamar taxa de rede às comissões das redes Visa e Mastercard também é erro corrente, porque essas são pagas pelo comerciante ao adquirente e ao emissor.
Daí não aceitarmos «levantamento instantâneo» em cripto: a aprovação interna pode ser rápida, mas a confirmação depende da taxa oferecida e da procura nesse momento.



