Payshop (pagamento em dinheiro)
Payshop é uma rede portuguesa de pagamentos em dinheiro, detida pelos CTT, em que se liquida uma referência numérica ao balcão de um agente. Paga-se em numerário, sem cartão e sem conta bancária. A entidade que cobra gera a referência no momento da compra ou do depósito. O pagamento faz-se num quiosque, numa papelaria, num supermercado ou numa loja CTT. O agente entrega um recibo, e esse recibo vale como comprovativo do pagamento. É um meio de entrada de fundos. Para receber ganhos, não serve.

Como funciona a referência Payshop
A referência Payshop é um número de 13 dígitos gerado pela entidade que cobra e enviado ao jogador no ecrã, por email ou por SMS. Leva-a consigo ao agente, que a introduz no terminal e recebe o valor em numerário. O recibo sai no fim. A rede anunciada pela Payshop passa dos 7000 pontos de pagamento, dos quais cerca de 5000 são agentes de proximidade. A esses juntam-se as lojas e os postos dos CTT.
A confirmação segue por via eletrónica para a entidade emitente logo após a operação no terminal. É esse aviso que desbloqueia o saldo do lado de quem cobra.
Os limites não são únicos para toda a rede: dependem do tipo de cobrança e de quem a emite. O exemplo mais claro é fiscal. Um documento único de cobrança só é pago nos agentes até 500 €, e acima desse valor passa para loja CTT ou posto de correios. Quando um operador de jogo aceita este meio, o teto por referência é o que ele próprio publicar na página de pagamentos. Vale a pena lê-lo antes de sair de casa.
O custo fica do lado de quem emite a referência, não do balcão. Na solução Payshop Online Payments, a referência Payshop é tarifada a 0,19 € + 1,19% do valor, com máximo de 0,56 € por transação. Num intermediário como a Ifthenpay, o mesmo método aparece a 0,57 € fixos. No terminal, o jogador entrega o valor da referência e nada mais.
Depósito em dinheiro, levantamento por banco
Payshop entra dinheiro na conta de jogador e não o devolve. O numerário entregue a um agente não deixa nenhuma conta de pagamento para onde regressar. O caminho de saída é, por isso, outro.
O Regulamento n.º 903-B/2015 obriga o sistema técnico de jogo a transferir o saldo apenas para a conta de pagamento titulada pelo jogador. Tem de ser a mesma conta que serviu para creditar o saldo. O mesmo regulamento resolve o caso do numerário. Quando o instrumento usado não permite a devolução, a transferência vai para uma conta bancária indicada pelo jogador e de que ele seja titular. Depositou em dinheiro, recebe por transferência, e o IBAN tem de estar no seu nome.
Duas consequências práticas seguem daí. O levantamento só é permitido depois de verificada a identidade do jogador. O SRIJ tem insistido que o comprovativo de titularidade da conta seja exigido já no primeiro depósito, para o pedido não travar mais tarde. Quanto ao prazo, a orientação do regulador fixa um máximo de 48 horas para a entidade exploradora ordenar a transferência, contadas do pedido. O que acontece depois disso depende do circuito bancário, não do casino.
Entre a ordem dada pelo operador e o dinheiro visível no banco há sempre um intervalo. Num crédito SEPA normal conta-se em dias úteis, e nas transferências imediatas em minutos.
Payshop, Multibanco e vales pré-pagos
A confusão mais comum é com a referência Multibanco, e tem uma razão simples. Os agentes Payshop também cobram faturas apresentadas com entidade e referência, pelo que o mesmo balcão serve os dois formatos. A diferença está na origem. Uma referência Multibanco nasce no sistema da SIBS e é paga em ATM, em homebanking ou na aplicação do banco. A referência Payshop nasce na rede dos CTT e é pensada para numerário ao balcão.
A segunda confusão é com os vales pré-pagos do tipo paysafecard. Aí compra-se um código com um valor fechado e usa-se esse código onde quiser. A referência Payshop é emitida para um pagamento concreto, com um valor já fixado por quem cobra.
O nome designa mais do que a rede de balcões
Payshop é também a marca de um prestador de serviços de pagamento dos CTT. O seu catálogo inclui referência Multibanco, MB WAY, cartões Visa e Mastercard, Google Pay e Apple Pay. Ler «Payshop» na caixa de um site não diz, por si só, que o pagamento seja em dinheiro.
Nas caixas dos casinos licenciados pelo SRIJ, os meios descritos com regularidade são MB WAY, referência Multibanco, cartões, transferência bancária e carteiras eletrónicas. A presença da referência Payshop não é uniforme no setor, e não foi possível confirmá-la como padrão de mercado. A lista de métodos do operador é a única fonte que decide o caso.



