Polícia sul-coreana identifica 26 utilizadores da Polymarket através da blockchain

Tiago Sequeira
Última atualização em 23 de Setembro de 2026, 17:00
  • Jogo com Criptomoedas

A polícia sul-coreana identificou 26 utilizadores da Polymarket através da análise de registos públicos de transações na blockchain, no âmbito de uma investigação por alegado jogo ilegal. Dezoito dos casos foram encaminhados para o Ministério Público. Segundo os dados divulgados em 17 de setembro de 2026, os utilizadores terão movimentado cerca de 17,6 mil milhões de won, equivalentes a 12,7 milhões de dólares. A investigação foi conduzida pela Agência de Polícia Provincial de Gangwon, que analisou as operações individualmente apesar de a plataforma não manter uma lista convencional com os nomes reais dos utilizadores.

Polícia sul-coreana identifica 26 utilizadores da Polymarket através da blockchain

Investigação rastreou utilizadores através de registos públicos

A polícia sul-coreana colocou 26 pessoas sob investigação por atividades relacionadas com a Polymarket e encaminhou 18 delas para o Ministério Público, segundo dados apresentados pela Agência Nacional de Polícia. A investigação envolve apostas totais de aproximadamente 17,6 mil milhões de won, cerca de 12,7 milhões de dólares. O valor mais elevado atribuído a um único utilizador foi de cerca de 5,7 mil milhões de won, ou 4,1 milhões de dólares.

A identificação foi feita através da análise de transações públicas na blockchain — registo digital distribuído que permite consultar operações gravadas na rede. A polícia recorreu a técnicas de inteligência de fontes abertas para associar endereços e movimentos financeiros a utilizadores individuais. A ausência de uma lista convencional com nomes reais tornou o procedimento diferente de uma identificação baseada diretamente nos dados de uma operadora, mas não impediu a análise das transações disponíveis publicamente.

Dezoito processos foram enviados para o Ministério Público

Os 18 casos encaminhados representam a parte da investigação que, até à divulgação dos dados, avançou para o Ministério Público. Os restantes oito utilizadores permaneciam abrangidos pela investigação policial. As autoridades sul-coreanas tratam as operações como suspeitas de jogo ilegal, enquanto a atividade analisada consistia na compra e venda de contratos associados a resultados de acontecimentos do mundo real.

O mecanismo distingue a plataforma de uma casa de apostas tradicional: os contratos são negociados entre utilizadores, sem custódia direta dos fundos pela plataforma, e a liquidação é automatizada. Ainda assim, para a polícia sul-coreana, a natureza das operações justificou a investigação por jogo ilegal. A análise policial incidiu sobre os registos da blockchain, enquanto a plataforma não dispunha de uma relação convencional dos utilizadores sul-coreanos com os respetivos nomes reais.

Entre a análise de uma carteira pública e uma identificação baseada numa conta com nome real, a primeira é mais limitada na informação pessoal disponível, mas foi o método utilizado neste caso. A segunda alternativa seria mais direta; neste processo, porém, não constituiu a base indicada pelas autoridades.

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